R DOM MARCOS BARBOSA, 10
CEP 08485-200
Bairro Conjunto Habitacional Santa Etelvina II
Esta rua teve o seu nome reservado em 1992 através da Portaria nº 633 de 02/09/1992 e foi oficializada através do Decreto nº 36.927 de 19/06/1997
Sacerdote e monge beneditino, poeta, teatrólogo e tradutor, Dom Marcos Barbosa nasceu em Cristina (MG) aos 12/09/1915, filho de José Francisco Barbosa e Laura de Araújo Barbosa. Foi eleito em 20 de março de 1980 para a Cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Odylo Costa Filho.Morou em Maria da Fé e em Itajubá, onde concluiu o ginásio. Matriculou-se, em 1934, na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, tendo participado então da Ação Universitária Católica e do Centro Dom Vital, quando travou conhecimento com Alceu Amoroso Lima, de quem se tornou secretário particular. Na mesma época, entrou em contato com o Mosteiro de São Bento, onde ingressou com vários universitários em 1940, interrompendo o Curso de Letras Clássicas, que começara ao terminar o de Direito. No Mosteiro, onde foi ordenado sacerdote em 1946, foi retomando aos poucos a vocação de escritor, pois já publicara antes crônicas e poemas não só em A Ordem e Vida, revistas de que foi redator, como ainda em "O Jornal" e na "Revista do Brasil". Após uma breve passagem pelas rádios Cruzeiro e Mayrink Veiga, manteve de 1959 a 1993, na Rádio Jornal do Brasil, o programa Encontro Marcado, que ia ao ar diariamente às 18 horas. Em seguida, esse programa passou a ser transmitido pelas rádios Carioca-AM e Catedral-FM, também diariamente. Colaborou todas as quintas-feiras no Jornal do Brasil. Dom Marcos, ingressando no mosteiro após ter publicado alguns poemas e artigos, julgava ter renunciado à vocação literária, que veio no entanto a desabrochar de novo em autos e poemas escritos para determinadas ocasiões e depois reunidos em livro. Um desses poemas, "O Varredor", foi muito divulgado pela Ação Católica, à qual pertencia ainda como estudante. Outro poema seu, "Cântico de Núpcias", teria igual repercussão, lido hoje em celebrações de casamento, inclusive por alguns juízes de paz, e até mesmo em novelas de televisão. Inovou a oratória sacra, pelo estilo manso e poético dos seus sermões. Obteve os dois primeiros lugares no concurso para a letra do Hino do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional realizado no Rio de Janeiro em 1955, como também fez parte da equipe de tradutores de textos litúrgicos da Conferência Nacional dos Bispos. Traduziu também, além de obras de Paul Claudel e François Mauriac, três livros que se tornaram famosos, na verdade mais para adultos do que para crianças: O Pequeno Príncipe, O menino do Dedo Verde e Marcelino Pão e Vinho. Integrou por vários anos o Conselho Federal de Cultura. Foi escolhido para saudar em nome dos intelectuais o Papa João Paulo II em sua primeira viagem ao Brasil. Sucedeu a Otávio de Faria no Pen Clube, em 15 de outubro de 1981, tendo sido saudado por Antonio Carlos Villaça. Ocupou na Academia Brasileira de Artes a vaga de Alceu Amoroso Lima, tendo sido recebido por Marcos Almir Madeira em 12 de setembro de 1985. Recebeu o Prêmio de Poesia do Pen Clube do Brasil (1986); agraciado, em 7 de junho de 1990, com a condecoração de Chévalier des Arts et des Lettres, concedida pela República Francesa e recebeu, em 1995, o Prêmio São Sebastião de Cultura da Arquidiocese do Rio de Janeiro, como Personalidade do Ano. Dom Marcos gostava de escrever para crianças. Em 1995 lançou sua última obra: "Poemas para crianças e alguns adultos". OBRAS Teatro (1947) Livro do Peregrino, XXXVI Congresso Eucarístico Internacional (1955) A Noite Será como o Dia: autos de Natal (1959) O livro da família cristã (1960) Poemas do Reino de Deus (1961) Mãe Nossa, que estais no Céu (s.d.) Para a Noite de Natal: poemas, autos e diálogos (1963) Para preparar e celebrar a Páscoa: autos, diálogos e fogo cênico (1964) Eis que vem o Senhor (1967) O livro de Tobias (1968) Oratório e Vitral de São Cristóvão (1969) Manifestações de Autonomia Literária: A Escola Mineira e outros movimentos. In: História da Cultura Brasileira (2 vols., 1973-76) Um menino nos foi dado, org. de Lúcia Benedetti, Teatro infantil (1974) A Arte Sacra (1976) Nossos amigos, os Santos (1985) Congonhas, Bíblia de Cedro e de Pedra, co-autoria Hugo Leal (1987); Um encontro com Deus: Teologia para leigos (1991) As vinte e seis andorinhas (1991) Poemas para crianças e alguns adultos (1994). Dom Marcos faleceu a 05 de março de 1997, no Mosteiro de São Bento, onde viveu a maior parte de sua vida.
Fonte: Texto, aqui resumido, enviado pelo Sr. Régis Ferrer através do site www.dicionarioderuas.com.br - Veja mais dados em www.cristinasminas.hpg.com.br
Começa na Rua Dona Eloá do Valle Quadros e termina aproximadamente 170 metros além da Rua conhecida por Abelheiro, segundo planta de implantação da COHAB/Santa Etelvina II-A. Setor: 246 - Qdas: 994, 023, 024, 003.
Nomes anteriores: Rua Conhecida Por Bicho Preguiça, e Por Rua 19-H e 3-I
Fonte: Dic.Ruas
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